domingo, 20 de abril de 2014

I'm sure you're gonna find your pine tree


Na terça à noite (15 de abril) dei a maior sorte do mundo de descobrir que um filme que eu espero para assistir desde o início de sua produção estaria passando na minha cidade em um festival de cinema francês. O filme não vai ser lançado no Brasil, mas, se de alguma forma vocês tiverem acesso à ele, indico muito e vim falar exatamente sobre ele.

"Uma Viagem Extraordinária" é o título que The Young and Prodigious T. S. Spivet ganhou no Brasil. Conta com a atuação de Helena Bonham Carter, Judy Davis, Jakob Davis e, no papel de T. S., Kyle Catlett.


Não encontrei o trailer com legenda em português.

O filme é sobre T. S., um menino que mora com sua família peculiar, o pai é um caubói típico, a mãe cataloga insetos, a irmã mais velha sonha em ser atriz e seu irmão gêmeo treinava para ser como o pai. Já ele é um menino extremamente inteligente que, após receber um prêmio por um de seus trabalhos, resolve viajar sozinho e em segredo pelos Estados Unidos para recebe-lo. Durante sua viagem vive pequenas aventuras que tornam o filme fofo, divertido e emocionante.

A tendência do gosto por filmes independentes cresce a cada dia e este é o tipo de filme legal pra quem curte ver os novos atores e atrizes em formação. E mesmo que a maior parte do elenco esteja estreando agora no cinema, a atuação de todos é surpreendente e principalmente dos gêmeos (personagens de Jakob e Kyle). Não posso deixar de citar a atuação incrível da Helena Bonham Carter como Dr. Clair, com uma leveza e singularidade que a personagem merece.

É sensacional a maneira como o filme todo reflete a perturbação silenciosa da família após a morte de Layton (Jakob Davis) e como T. S. leva isso com ele durante o filme todo. O que me faz acreditar que a atuação de Kyle Cattlet é ainda mais bem feita e sua carreira muito promissora.



Além das atuações incríveis, o filme conta com uma produção extraordinária de efeitos e fotografia que deixa qualquer pessoa encantada. Além de roteiro bem estruturado que usa uma cronologia incomum, mas muito agradável, e frases de efeito que marcam o filme. Jean-Pierre Jeunet não peca em uma parte sequer do longa e me fez ficar apaixonada por cada segundo desta produção. É um filme que vale a pena tirar 1 hora e 45 minutos pra ver.

Aproveitando que o tema é filme, escrevo crítica de filmes no Roendo Livros e você pode vê-las AQUI. Até o próximo post!